quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Philosophando.

Um post sem finalidades iniciais, cujo preceito único é a guerra contra o tédio.


Os últimos dias tem sido cruciais para eu me fortalecer como pessoa e decidir o que vou fazer daqui a 16 anos. Convenção de Jovens na IBCI (Fantástico), a professora de Artes Cênicas Cynthia com suas aulas cada vez mais constrangedoras e mais chata do que nunca esteve, nerds indo ao cinema, Steven Spielberg atacando mais uma vez, e o PAS se aproximando e eu sem estudar absolutamente nada.
Mas calma Josué, isso só fará abrir portas para que você reconheca que só uma pessoa que não mede esforços pra conseguir o que quer realiza seus sonhos. Talvez se eu realmente me tocar e tomar algumas pessoas como influência eu realmente alcançe meus objetivos. Passar em comunicação social na UnB não é fácil, e menos fácil ainda é ter que aturar professores do cursinho dando muito incentivo aos alunos, dizendo que todos os eforços dos estudantes serão inúteis no dia da prova, com as questões em mão. Legal, né?
Mas agora me diga qual ser humano na face da terra que aguenta ter uma chata aula de Matemática logo no primeiro horário após três dias sem aula, com um professor que está a 60 anos na sala de aula, sem paciência nenhuma com a ignorância dos alunos? Só no Brasil. Ainda bem que os próximos horários são de História.
Graças ao bom Deus que o mundo lá fora não ta parando, e a impressão que dá é que está a toda velocidade. No cinema, ótimos filmes me impressionando com conteúdos filosóficos muito além do Titio Sócrates, já outros nem tanto. Na TV, temos a já vovó Glenn Close na nova temporada de Damages, série de advocacia que mostra a fraqueza da reação do governo diante de situações que vão além do que a alma humana pode suportar. Uma boa diversão, mas não consegue esconder a condição de parente tosco de outras competentes séries sobre advogados, como as ótimas Law&Order e Boston Legal.
Ah! E não esqueçamos do Festival de Cinema do Rio que acontece essas semanas. Filmes interessantes e outros não muito bombando nas salas cariocas enquanto eu aqui, no centro do cerrado, tenho que me contentar em apenas saber das notícias via internet. Temos também vários filmes dando o que falar, e muitas novas revelações nesse festival, que também exibe filmes de mais de 50 países, incluíndo Rússia e China.
Não se deixe levar pelo título desse post: Filosofar é uma coisa que eu não faço bem, apesar das inúmeras tentativas frustradas. Você já deve estar percebendo que este post não tem funcionalidade nenhuma, eu também percebo isso a medida que escrevo, mas acabo que concluo que o tédio nos domina de maneira sobrenatural até nos voltarmos totalmente contra ele, buscando desesperadamente algo que possa afastá-lo. Mas às vezes se torna tão forte que é quase impossível achar algo que o jogue pra longe.
Essas últimas semanas também tem revolucionado meu mundo sentimental. Calma, não é nada Indie ou qualquer uma daquelas frasesinhas de biscoitos chineses que a Ana Maria Braga adora inventar pra ganhar audiência (outro exemplo de desespero). Enfim, o que presencio são na verdade, novas paixões, assim como paixões eternas e uma guerra interna que é pessoal demais para se escrever aqui. Ontem descobri que uma menina simpática (apesar de carioca), nova na Ink, também tem um blog e por isso vou adicioná-lo aqui. Afinal, o chat de ontem foi muito divertido e estava realmente precisando.
Enfim, o fato é que eu cansei. Cansei da escola, cansei das mesmas pessoas que parecem estar acomodadas a tudo, cansei das investidas comerciais da Globo no cinema, cansei. Mas isso não quer dizer que também cansei de escrever, pois esta é a minha arma contra o tédio. E já sei que, quando ele vier, tenho algo que possa me defender.
I Hope you guys didn´t have boring moments here today.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mate um, salve mil. E vice-versa.

Um filme de ação que nem de longe pode ser considerado uma ação Pós-Matrix, impressiona justamente por não criar grandes espectativas em seu eixo.



Falem o que quiserem: Eu jamais me perdoarei por ter assistido esse filme através de um dvd pirata. E antes que começem a jogar pedra em mim e me chamar de Judas, eu explico: Estava eu de visita na casa de minha irmã e enquanto preparavam o jantar, decidiram pôr um filme na tv para eu ver. Tudo bem, afinal, eu não sou o tipo de pessoa que recusa filmes. Mas então o filme começa e eu noto algo de estranho. Se tratava na verdade de O Procurado, filme que tinha estreado nos cinemas há TRÊS dias e lá estava eu, vendo-o por uma cópia ilegal tirada da internet. Pô, eu ia fazer o que? Pedir aos anfitriões que por gentileza desligassem a televisão pois eu sou contra a pirataria e me sentia mal por estar vendo uma cópia pirata? Não. Então lá fui eu, ver o filme até o final, me castigando interiormente.
Por isso aqui vai um sincero pedido de perdão ao diretor do filme Timur Bekmambetov (O mesmo do russo Guardiões do Dia), e aos produtores Jim Lemley, Jason Netter e Iain Smith. Depois eu compro o DVD original como reparação.
Mas enfim, falemos do filme.
Nem se dando ao luxo de estrear na mesma data de outras megas produções avassaladoras de bilheterias como Batman - O Cavaleiro das trevas, o filme, que mostra não ser digno de se esperar nada sobrenatural, chegou aos cinemas como o filme mais divertido do ano até agora.
Baseado na série de quadrinhos de Mark Millar (qualquer semelhança com Frank Miller não é mera coincidência), o longa conta as aventuras do fracassado Wesley Gibson (James McAvoy - Desejo e Reparação), um jovem de 25 anos que é humilhado por todos no trabalho e no cotidiano, e que não vê muito sentido na vida, andando sempre com a auto-estima em baixa. Tudo muda, quando descobre que seu pai, de quem a vida é desconhecida pra ele, foi morto por um perigoso assassino que agora está à procura do rapaz. Ele então descobre a Fraternidade, uma legião de assassinos que tem como objetivo aniquilar todas as pessoas que demostram perigo para a humanidade. É chamado para participar da Fraternidade por seu líder Sloam (Morgan Freeman - A Enfermeira Betty), com o intuito de capturar o misterioso assassino de seu pai, que ameaça dar um golpe ainda maior. É instruído por Fox (Angelina Jolie - Pecado Original), uma sensual assassina cheia de personalidade e tatuagens que treina Wesley para se tornar um assassino com poderes especiais equivalentes aos de seu pai.
Já pelo trailer e pelo marketing feito ao redor do filme, já se percebe que não se trata de um filme sério. Se trata, na verdade, de uma grande fase de videogame com o objetivo de mostrar cenas de ação de encher os olhos e também de exibir exaustivamente os corpos esculturais de James McAvoy e Angelina Jolie (que está mais linda do que nunca esteve em nenhum outro filme) para fazer poças de saliva tanto em homens quanto em mulheres.
Efeitos especiais dignos, um roteiro nem de perto preocupado com qualquer tipo de coerência, transformam esse em um dos filmes mais divertidos do ano até agora, também auxiliado pelo humor inesperado na trama e pelas belíssimas imagens tanto de fotografia como de direção de arte.
Mais que não se engane: Se trata apenas de uma grande diversão sem compromisso onde o que reina é a sensualidade, o humor escatológico e uma chuva de palavrões soltados aos milhares a cada minuto do filme. Vale a pena pra quem está a fim de uma diversão extra no meio do ano. (Por que eu to dizendo isso? O Filme já saiu de cartaz à muito tempo!) Enfim, alugue o DVD, e não cometa o mesmo erro que eu: NÃO COMPRE DVDs PIRATAS.

sábado, 30 de agosto de 2008

The Holy Britain.

Uma banda que pode muitas vezes ser confundida com a grande U2, mas que aos poucos vai montando sua própria personalidade e caminha para fazer história.



Pode adivinhar de qual banda falarei neste post: Originalmente do Reino Unido, integrantes que se conheceram na escola, um vocalista com um tom de voz fino e agudo e ao mesmo tempo riscante, e letras que expressam mensagens de pureza e esperança. Pensou em U2? Pois é, tanto uma como a outra possuem características bastante próximas umas das outras. Estou falando, é claro, de Delirious?, banda de Littlehampton, Inglaterra.
Pois é, a banda está com disco novo (que foi lançado em fevereiro em uma turnê aqui no Brasil que passou por Brasília e eu só fui saber agora nesse momento), entitulado This is the Time.
Como eu já perdi o show deles por aqui, só resta lamentar e tentar comprar o novo CD (ou baixar ilegalmente na internet).
Como já disse antes, os integrantes da banda se conheceram ainda adolescentes, no colegial, e depois de muitas transformações, a atual equipe é definitiva, com Martin Smith como vocalista e guitarrista, Stuart Garrad como guitarrista e vocal de apoio, Jon Thatcher como baixista, Tim Jupp como tecladista e Stew Smith como bateirista.
Apesar de não ter potencial o suficiente pra se igualar a bandas como o U2, possui características bem parecidas com o grupo irlandês, como já foi falado aqui. No começo da carreira, Delirious? até mesmo recebeu boatos de que seria na verdade um (bom) plágio de U2, devido às duas bandas terem o mesmo estilo de rock alternativo, estilo de músicas e até mesmo a semelhança entre a voz do vocalista Martin Smith com a de Bono-Vox. De fato, os integrantes do Delirious? já confessaram que o U2 foi uma de suas principais influências, mas que jamais tentaram se igualar ao grupo prepotente de Bono.
Fato é, que a banda está cada vez mais alcançando um sucesso grandioso, podendo até mesmo chegar à marcas parecidas com o do U2. Os integrantes já confirmaram que querem fazer história, e isso nós podemos ver claramente com o sucesso acelerado da banda: o grupo atualmente foi caracterizado como a banda que mais fez shows na Inglaterra em um só ano de 2003, perdendo apenas para o rei do pop Elton John.
O grupo também nos primeiros anos de sua carreira entrou na história das rádios britânicas quando a música Deeper entrou na lista número 1 das mais tocadas na Inglaterra, feito inédito para qualquer grupo cristão.
Um som extremamente leve, quase que um rock descompromissado, e com singles de se apaixonar, vale a pena ouvir o som dessa banda que caminha para as páginas de história do mundo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Filmes que entraram para a história: O Mágico de Oz.

"Somewhere... Over the Rainbow..."


Para um filme infantil ser bem-sucedido, ele tem que acima de tudo agradar tanto crianças como adultos. No caso de O Mágico de Oz, essa regra é cumprida com precisão, e apesar de ser pouco conhecido pelas pessoas de hoje (mas não deveria) conquistou milhares de fãs no ano em que foi lançado. O filme tem tudo de bom para uma criança: arte, músicas, diversão, uma bela mensagem, boas interpretações, uma história feita sob medida ao melhor molde de contos de fadas... enfim, o filme é genial e sem dúvida um dos melhores longas infantis já feitos.
A adaptação do livro de L. Frank Baum, oficialmente adaptada da peça da Broadway, conta a história de que todos nós conhecemos sobre a garotinha Dorothy e seu irritante cãozinho.
No Kansas, em plena segunda guerra mundial, a garota Dorothy (Judy Garland) foge de casa, com medo de perder seu cachorro de estimação Totó. Durate a fuga, ela encontra com um vidente trambiqueiro que diz que sua tia está sofrendo com a falta da menina em casa. A falsa profecia faz com que Dorothy volte correndo para casa. Mas quando chega lá, dá de cara com um furacão, que leva toda a casa da garota para longe, para uma terra mágica, denominada Oz, onde as ruas são feitas de tijolos amarelos e tudo é incrivelmente colorido e mágico. Dorothy fica imediatamente maravilhada com tudo aquilo ao seu redor. Mas todos nós sabemos que não há lugar no mundo igual ao nosso lar. É exatamente isso que faz a menina buscar o caminho de volta para casa. Acaba encontrando a bruxa boa do Leste, que fala que apenas o Mágico do reino pode levar a garota de volta pra seu mundo. No caminho, ela encontra novos amigos, que assim como ela estão à procura do Mágico para ajudá-los: O Espantalho (Ray Bolger), que deseja um cérebro, o Homem de Lata (Jack Haley), que quer um coração, e o Leão (Bert Lahr), que procura ganhar coragem, para ser realmente conhecido como um verdadeiro leão.
Mas o que Dorothy não sabe, é que durante a viagem ela acaba matando a irmã da Bruxa do Oeste, que, sedenta por vingança, sai á caça da garotinha.
A primeira parte do musical passada no Kansas é inteiramente feita em preto-e-branco, um contraste maravilhoso da direção, para mostrar que o mundo real, numa realidade da guerra, onde tudo é sofrimento e tristeza, as coisas são realmente sombrias. Já a parte onde começam as aventuras em Oz são feitas de um colorido tão vivo que é realmente possível achar que tudo aquilo é real. Desde as enormes pinturas do cenário, até a direção de arte fantástica, tudo faz com que o filme inteiro seja um verdadeiro sonho.
A fotografia é simplesmente impecável, com as cores mais lindas se preocupando a preencher cada detalhe dos cenários.
Outro ponto destaque do longa são as músicas, com destaque para a belíssima Over the Rainbow cantada várias vezes durante o filme por Judy Garland, em uma interpretação incrível.
Simplesmente um dos melhores musicais já feitos, trilha sonora linda, fotografia belíssima, interpretações fantásticas (com destaque para Margaret Hamilton, que faz a Bruxa Má do Oeste) e uma mistura ideal entre infância e arte.

domingo, 27 de julho de 2008

"They fight and bite and fight, The Itchy and Scratchy Show!!!!"

Você achava que Tom & Jerry era violento? Espere até conhecer o desenho que foi censurado na Rússia e que está ganhando cada vez mais fãs pelo mundo


Antes que você começe a subjulgar o post pelo título, esse não é um post sobre Comichão & Coçadinha, desenho que parodia Tom & Jerry na série Os Simpsons. Mas decidi falar sobre um desenho animado igualmente macabro que conquistou centenas de fãs nos EUA, e que aqui no Brasil foi exibido uns poucos episódios pela MTV, mas que o abandonou pela excessiva quantidade de sangue exposta. Estou falando é claro, de Happy Tree Friends.
Criado por Kenn Navarro, Aubrey Ankrum e Rhode Montijo e produzido pela Mondo Mini Shows, a série não é, como fica exibido no banner do site, um desenho para crianças. Por mais fofos que os personagens aparentam ser, o progama é extremamente violento, com cenas de mutilação explícitas e sangue á vontade na tela. Portanto, se tiver alguma criança em casa, e ela de repente ser pega vasculhando o site do desenho pensando ser algum desenho bonitinho, feche os olhos dela imediatamente, a não ser que queira que fique traumatizada pelo resto da vida.
A contexto principal do progama é simples: um grupo de animaizinhos fofos e inocentes vivem em uma cidade dos Estados Unidos sempre felizes, mas, como são extremamente desastrados, acabam se envolvendo em confusões fatais sempre responsáveis pelas mortes uns dos outros.
Todos os personagens são animais típicos das áreas da américa do norte, e a cidade onde se passam as desventuras dos bichos lembra muito moradias de vilas das tundras do Canadá.
O desenho ao contrário de todos, não ensina absolutamente nada pra ninguém, só está ali pra quem vê graça em bichos fofos sendo mutilados e estraçalhados até a morte. Ou seja: o progama é o auge do humor negro e da violência. Podemos ver muito disso também em desenhos como South Park, Celebrate DeathMatch ou Futurama, mas nem todos esses conseguem ser tão sangrentos como Happy Tree Friends, que começou apenas com pequenos vídeos de desenho ruins na internet depois passou a ser exibido na televisão, depois com um site próprio, que você pode acessar clicando aqui.
Um fato interessante (e cômico) que os realizadores utilizam a cada episódio pra complementar a irônia macabra do desenho, são sempre frases-trocadilhos com algum significado moral, exibidas sempre ao final de cada episódio, como: "Wash behind your ears!" ("Lave atrás das orelhas!"), ou "Don´t bite off more than you can chew!!" ("Não abocanhe mais do que possa mastigar!!").
Sendo do mal ou não, os americanos em geral adoram. Até mesmo a banda Fall Out Boy, que alegaram ser fãs do seriado, encomendaram um video clipe exclusivo para a música The Carpal Tunnel of Love, onde dois dos personagens se apaixonam e se dão muito mal por isso.
Se você gosta de sangue e não consegue esconder isso, vá em frente, a série é um bom pedido de diversão pra quem só quer ver violência. No mais, se você tem problemas cardíacos, é fresco, ou odeia violência contra animais, passe longe, bem longe.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Palhaçadas à parte...

Tanta expectativa em cima da sequencia mais esperada da última década deu certo: Uma mega-bilheteria, um roteiro genial, o ator principal preso em Londres e o filme do ano.


No momento eu sou muito grato por morar em um lugar como Valparaíso. Aqui, como uma cidade satélite de Brasília pequena, muito poucas pessoas se interessam por cinema e nem ligaram com a exibição de Batman - O Cavaleiro das Trevas no cinema daqui, então quando fui ver esta tarde, a sala de cinema estava quase vazia, e não tive que me preocupar com filas gigantescas ou grupos de adolescentes baderneiros, igual uma pobre coitada aí que pagou seus pecados quarta-feira.
Muito bem, agora falemos do filme. Antes de qualquer coisa eu não entendo por que tanta expectativa emcima do coringa, já que Heath ledger interpreta simplesmente o vilão do filme, sem precisar roubar a cena do protagonista ou coisa parecida.
Fui ver o filme uma semana depois da estréia, o que foi um desastre individual pra mim, mas felizmente, estou aqui finalmente para falar do melhor filme do ano até agora.
Só a frase acima já indica que o filme é excelente. Não há nada no longa que desmereça isso, apenas fatos que o fazem ser o filmaço que é.
Na trama desta adaptação pros cinemas do Batman, o homem morcego tem que lidar com o que parece ser o pio inimigo que já enfrentou até o momento: um maníaco psicopata sem nome, que espalha terror por Gothan City e por entre seus moradores. Para completar, Bruce Wayne ainda tem que dividir o posto de herói com o promotor Harvey Dent, na pele de Aaron Eckhart (Obrigado por fumar), conhecido pelos moradores de Gothan como "O Cavaleito Branco" que ficou famoso na cidade por sua enorme precisão em combater o crime e também por ser uma figura excentrica: o advogado toma todas as suas decisões na sorte, usando uma moeda. Pra completar a rivalidade com Wayne, é ainda noivo da ex-namorada de Bruce, a detetive Rachel Dawes, interpretada por Maggie Gyllenhaall (O Sorriso de Mona-Lisa).
O que mais agrada na fita toda são as interpretações, dignas de palmas. Christian Bale (Psicopata Americano), que atualmente se envolveu num escândalo em Londres, se consagra no bom ator que é, em uma ótima perfomance vivendo os conflitos que o herói encarnado por ele passa ao enfrentar o coringa. Já a interpretação de Heath Ledger (10 Coisas que eu odeio em você), dispensa mais comentários. Ele faz seu papel com estilo, ao interpretar com dignidade um vilão imortal nos quadrinhos do Batman. O coringa interpretado por ele é assustador, ao mesmo tempo que é também engraçado, irônico e destemido em sua situação de uma pessoa pertubada psicológicamente.
Michael Caine (Um plano brilhante), no papel do eterno mordomo de Bruce Wayne, Alfred, faz sua parte no longa com precisão, embora não tenha o personagem muito focado pelo roteiro. Assim como Gary Oldman, que costuma ficar irreconhecível a cada papel que interpreta nos cinemas, igual a este, onde ele dá vida ao comissário James Gordon, que é o principal auxiliar do Batman na luta contra o coringa. Igualmente digo ao personagem de Morgan Freeman (Um sonho de liberdade), que realmente considero o ator com mais filmes no currículo que qualquer um. No filme, ele faz novamente o papel de Lucius Fox, o auxiliar mecânico de Bruce Wayne, dessa vez tem o personagem bem incorporado e não apenas pincelado como em Batman Begins.
O personagem do Duas-Caras - que passou a ser meu vilão favorito - também tem um papel digno graças ao carisma de tudo no filme, desde o roteiro, sutil a explicar toda a história do vilão, até a excelente montagem.
Enfim, se fosse comentar cada importância que teve pra esse filme ser o que é, ficaria o dia todo, eu até gostaria, mas eu tenho coisa melhor pra fazer (fofocar com as miguxas). Agora sim, posso dizer com certeza que este é o filme do ano e mereceu toda a apreensão em cima dele que durou desde ano passado, quando saiu o primeiro trailer, tudo para aumentar a expectativa em cima do longa mais aguardado do ano, que surpreendeu com o carisma da ótima direção de Christopher Nolan (o mesmo de Batman Begins).
Meu herói favorito, confesso, sempre foi o Homem-Aranha. Sonhava que uma personagem simples e carismática como o Peter Parker pudesse ter tamanhos poderes sem ser reconhecido por isso, mas agora, depois de ver Batman - O Cavaleiro das Trevas posso dizer que o Batman já é meu segundo herói favorito, e digo isso sem nunca ter lido as HQs do Batman, msa com o filme tive a oportunidade de me apaixonar pelo herói (se é que me entendem).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O que o cinema tem de pior.

Uma Stripper com dupla personalidade, uma esposa hiper-obesa, um grupo de pattys que querem pousar de modelo, um acampamento pra pirralhos, um casamento gay... E o que o cinema tem de pior.



Há alguns meses atrás eu vim aqui comentar sobre a premiação do oscar, que ocorreu em fevereiro. Naquela época, cerca de um dia antes da premiação dos academy awards, ocorreu também outro tipo de premiação menos importante e menos conhecido: O Razzy Awards, ou, como estamos habituados a conhecer: Framboesa de Ouro.
O Razzy Awards é nada mais nada menos que uma paródia do oscar, que, obviamente, "premia" os piores do cinema.
O prêmio dado aos vencedores é nada mais que uma framboesa de plástico pintada com tinta dourada comprada diretamente na Bigb´s store, em Los Angeles, que sai por U$4,96 no total. Desde sua fundação, a equipe que organiza vem fazendo seu trabalho sempre com muito bom-humor.
Esse ano, tivemos um marco histórico: Eu sei quem matou, filme de Chris Siverstone, estrelado pela pseudo-atriz Lindsay Lohan, teve o maior número de indicações da história da premiação. O longa ganhou oito categorias das nove a que concorria, inclusive pior filme e pior direção. Norbit, filme onde Eddie Murphy faz múltiplos papéis, ficou em segundo lugar com oito indicações. Na categoria de pior filme, os indicados foram, além dos dois citados acima, Bratz - O Filme, Acampamento do Papai e Eu os declaro marido e... Larry.
Filmes ruins não merecem apenas más críticas, mas também premiações que comprovem isso, Eu sei quem me matou foi o mais bem claro exemplo disso. O Filme, que conta a história de uma estudante que vira stripper após ter sido sequestrada é tão ruin, que recebeu, além dos oito prêmios que conquistou, uma framboesa honorária para a total desgraça dos realizadores do longa. Norbit ganhou três das oito gategorias a que foi indicado: Pior ator, para Eddie Murphy, pior atriz coadjuvante para Eddie Murphy (Por ter interpretado
a obesa Rasputia) e pior ator coadjuvantem também para Murphy, por interpretar o chinês Mr. Wong. Engraçado, Norbit é o primeiro filme que vejo ter uma indicação ao oscar ao mesmo tempo que é indicado também para o Razzy. É compreensível já que o Academy Awards insiste em premiar filmes por sua qualidade técnica e não por sua verdadeira qualidade cinematográfica.
Bratz - O Filme
, que teve no total cinco indicações acabou não ganhando nenhuma. O mesmo aconteceu com Acampamento do Papai e Eu os declaro Marido e... Larry. Não menos piores, na minha opinião, mas na verdade foi Eu sei quem me matou que varreu tudo. Esse ano também, foi acrescentada uma nova categoria no circuito, a de pior desculpa para filme de terror. O vencedor, foi, claro, Eu sei quem me matou.